sábado, 20 de março de 2010





Conta o Matsya Purana que certa vez o Senhor Shiva estava lutando arduamente com um demônio chamado Andhakasura, numa guerra que durou vários anos. Durante a guerra, Shiva começou a suar profusamente. Uma gota de seu suor caiu de seu rosto e transformou-se num enorme e voraz fantasma de aparência terrível. Como estava com muita fome, ele começou a devorar a todos, inclusive o corpo morto de Andhakasura no final da batalha.
Não satisfeito, entretanto, ele fez penitências e pediu a Shiva a bênção de poder devorar os três mundos. Satisfeito com suas austeridades, Shiva concedeu-lhe a bênção e todos os semideuses ficaram horrorizados. Temerosos, eles capturaram-no, jogaram-no sobre a terra com o rosto para o chão e puseram-se em cima dele, cada um sobre uma parte de seu corpo, de modo que ele ficasse preso assim para sempre.
Pesaroso, ele perguntou-lhes como haveria de satisfazer sua fome e outras necessidades naquela condição. Tendo compaixão dele, os semideuses concederam-lhe a bênção de receber oferendas das pessoas que o adorassem no momento de começar qualquer construção, na ocasião da ocupação da edificação e em quaisquer ocasiões similares em que se usasse o solo. Eles também deram-lhe o poder de atormentar quem quer que construísse algo sem antes adorá-lo ou contra sua vontade, torturando seu corpo.
O Senhor Brahma deu-lhe o nome de Vastu Purusha e desde então tornou-se praxe todos os que usam a terra primeiramente adorá-lo e satisfazê-lo para obterem êxito em suas construções e moradias.
O Vastu Purusha, com a cabeça a Nordeste (direção mais importante) e os pés a Sudeste, dentro da Vastu Mandala, um quadrado subdividido em 81 partes (9´9) ou 64 (8´8). Sobre esses quadrados 45 semideuses estão dispostos (alguns ocupam mais de um quadrado), cada um controlando uma parte de seu corpo.
Originária da Índia, com mais de 4000 anos de existência, o Vastu teria sido criado para “apaziguar o demônio que vivia em todo planeta, o Vastu Purusha”. No início dos tempos, os deuses reuniram-se para combater o tal demônio.
Os deuses “sentaram-se sobre o domínio até esmagá-lo contra o solo”. Preso debaixo da terra, Vastu Purusha passou a habitar cada residência construída sobre ela, atormentando seus moradores. Para “domesticá-lo”, os antigos criaram o Vastu Shastra – ou Feng Shui indiano.
Também conhecido como Feng Shui indiano, o Vastu Shastra busca a harmonia do ambiente por intermédio da construção e da arquitetura. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre o interior do imóvel e o exterior, para que os moradores se sintam bem e tenham mais energia na vida. O equilíbrio da energia no Vastu é o prana.
O Vastu leva em consideração a localização do terreno e a sua forma, a melhor posição do imóvel no terreno, posição da porta de entrada, os cômodos principais, tipo de construção, as melhores cores etc.
Entre muitas recomendações do Vastu para um imóvel e seus moradores terem boas energias, podemos citar:- Porta de Entrada: a melhor posição segundo o Vastu é para o Leste, favorável para entrada de energia e prosperidade. Como no Feng Shui, a porta de entrada deve estar bem firme, abrir com facilidade e totalmente.- Posição da Cama Desfavorável: no Vastu, a cabeça corresponde ao norte. Logo a cabeceira de uma cama não pode ficar posicionada para o norte, pois há conflito energético (dois pólos iguais se repelem), causando problema de saúde para as pessoas.- Posição da Cama Favorável: para se ter uma boa noite de sono, a melhor posição da cabeceira seria para o leste.- Mesa de Trabalho e Estudo: deve ficar posicionado para o norte, assim terá boas influencias energéticas.- Influências Negativas: no Vastu, assim como no Feng Shui, quando há algum ponto energético desfavorável o mesmo pode ser corrigido com barreiras do tipo: árvores, portas, paredes ou cortinas.

partes do todo


Fênix - sucesso

Dragão - vigor

Serpente - força

Tigre - proteção

Tartaruga - saúde
Serpente: é o local principal ou central onde se construía uma casa. Desse ponto central, analisava-se todo o relevo em sua volta. A serpente ao centro está sempre em alerta, estável, observando e vendo tudo o que ocorre. Sempre pronta para agir e tomar decisões rápidas. É protegida à volta pelos outros animais.
Tartaruga: é um animal de casco duro, passa energia de protecção e segurança. Está localizada nas costas ou na parte de trás da casa. Transmite também energia de estabilidade, poder, autoridade e firmeza. Em geral, era representada por uma montanha bem alta.
Dragão: era um animal muito especial para os chineses pois representava a reencarnação de reis com origem divina. Representa a sabedoria, a intuição e a sensibilidade. Canaliza as energias sutis, celestiais e o contacto com as divindades. Está localizado à esquerda da casa e era representado por uma montanha alta.
Tigre: é um animal que representa força física, emoções, instinto de preservação, acção e reacção. Ágil, dinâmico e feroz, quando necessário. Está localizado à direita da casa e é representado por uma montanha, mais baixa que a do dragão.
Fênix: é um animal que representa a capacidade de visão, de ver os horizontes, as oportunidades, de sonhar, nossas metas e objetivos. Está localizada na frente da casa, onde podemos ver as paisagem ampla. Passa idéia de liberdade e futuro

sábado, 13 de março de 2010




Ame o que você faz. Seja meditativo quando estiver fazendo - qualquer coisa que seja, independentemente do que seja.Então, você saberá que até uma tarefa de limpeza pode tornar-se criativa. E com que amor! - é quase como se você estivesse cantando e dançando por dentro.Quando limpa o piso com esse amor, você pinta um quadro invisível. Você viveu esse momento com tanta alegria que isso lhe proporcionou crescimento íntimo.Não há como você ser a mesma pessoa depois de um ato criativo.

Osho, em "Criatividade - Liberando sua Força Interior

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

que ponto se encontra?


O senhor... Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.

guimarães rosa

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

FIO



No dia em que o homem se esquecer de rir, no dia em que o homem se esquecer de brincar, no dia em que o homem se esquecer de dançar, ele não será mais um homem; ele terá caído para uma espécie subumana. A brincadeira o deixa leve, o amor o deixa leve, o riso lhe dá asas.Dançando com alegria ele pode tocar as estrelas mais longínquas, pode conhecer o próprio segredo da vida...... OSHO