quarta-feira, 23 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista... Tudo em mim é tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual."
[Clarice Lispector]
segunda-feira, 14 de março de 2011

A canção dos homens
Tolba Phanem
Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a “canção da criança”.
Quando a criança nasce, a comunidade se junta e lhe canta a sua canção.
Quando ela começa a sua educação, o povo se junta e lhe canta a canção.
Quando se torna adulta, a tribo se junta novamente e canta.
Quando chega o momento de seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na sua “viagem”.
Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida, a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, a levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então, canta-se a sua canção.
A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade..
Pois, ao se reconhecer a sua própria canção, perde-se o desejo e a necessidade de prejudicar alguém.
Os amigos conhecem a tua canção e a cantam quando a esqueces.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou às escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio, tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
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